Setor farmacêutico deve pensar em negócios disruptivos

Era digital muda todo o conceito de varejo

Negócios disruptivos são aqueles que entregam produtos mais baratos, mais acessíveis e com melhores modelos de negócios estruturados, segundo informa o professor de Harvard, Clayton M. Christensen. E, claro, negócios disruptivos estão diretamente ligados à disrupção na era digital.

 

“É importante compreender esse cenário não apenas como uma transformação, mas como uma revolução, como foi a Revolução Industrial. Pois a transformação digital é um marco de mudança social não apenas na forma de trabalhar, mas como a sociedade se organiza como um todo”, frisa a médica e fundadora da LifeDoc, Andressa Gulin.

 

Nesse sentido, a área de saúde e da indústria farmacêutica tem uma grande oportunidade, pois é um mercado complexo, com inúmeros players e processos que, hoje, se mostram insustentáveis. Para o sócio-fundador da QuesttoNo, Barão di Sarno, o consumidor mudou, está mais próximo e mais exigente e a demanda por novos serviços é evidente. Esses mercados precisam se reinventar para entregar da melhor forma aquilo para o qual foram destinados a fazer, e quem não estiver preparado para essa adaptação, com certeza será engolido por ela.

“Antes, o varejo era a principal e quase única forma de se ter acesso ao que se desejava. Hoje, isso não e mais uma verdade e, portanto, o varejo precisa reinventar o seu papel, deixando de ser algo obrigatório para se tornar algo desejável”, frisa Andressa.

 

Para isso, a experiência do cliente deve estar no centro do negócio. O consumidor deve ter a experiência mais próxima entre o on-line e o off-line, com uma vivência multissensorial bem planejada, além de ter a confiança de experimentar um produto ou serviço antes de adquiri-lo. Ou seja, usar as qualidades que o mundo real e as relações presenciais têm para somar nas experiências tecnológicas.

 

“Por muito tempo, o mercado estacionou em um modelo de estoque e venda de produtos em pontos de distribuição como lojas e mercados. Entretanto, com o comércio on-line, essas premissas podem ser revistas. Os produtos são meros coadjuvantes na experiência, espaços não precisam ser destinados a estoques, o marketing tem novas formas, os consumidores precisam de atenção. As oportunidades são imensas, mas o desafio é se adaptar a essas oportunidades na velocidade que elas vêm surgindo”, finaliza di Sarno.

 

Esse será um dos assuntos abordados no Summit de Inovação e Saúde, realizado no dia 21 de agosto, em São Paulo capital, pela Contento Comunicação, em parceria com o Sindicato da Indústria de Produtos Farmacêuticos no Estado de São Paulo (Sindusfarma).

Para saber mais, acesse: www.summitsaude.com.br

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